by Régis Soares - Repórter
"Hulk", de Ang Lee: desdenhado
Exclusivo no Brasil!Louis Letterrier (Carga Explosiva I e II) afirmou à Wizard Magazine que o "O Incrível Hulk", não vai ser nada igual ao filme de
Ang Lee. "Vai ser um novo começo porque eu sei que existe um bom grupo de fãs do filme de Ang Lee. Eu não quero ofendê-los, eu também gostei do filme, foi muito interessante. Mas foi um terreno fraco para construir uma grande franquia, então decidimos usá-lo como rascunho e estabelecer as bases de referência nos quadrinhos e na série de TV".
Discorrendo sobra a afirmação, Letterrier disse: "
O Abominável, Emil Blonsk, era o que a Marvel queria por no filme neste nosso primeiro capítulo de uma saga, porque ele é mais famoso. Ele é um inimigo que pode realmente ameaçar o Hulk. É importante pra mim que haja perigo quando Bruce Banner é Hulk. Eu não senti que no filme de Ang Lee ele teve qualquer ameaça. Ele é invencível, então com o Abominável há um monstro real que, você sabe, pode matar o próprio Hulk."
"O Incrível Hulk", também traz entre os vilões Samuel Sterns (interpretado por
Tim Blake), que se torna um super-gênio quando é irradiado com energia gama, e assume o codinome de O Líder. Doc Samson, terapeuta de Banner, que ganha super-força também aparece, e é interpretado por
Ty Burrell.
O novo filme estréia em 13 de junho de 2008, com
Edward Norton (Hulk),
Liv Tyler (Betty Ross),
William Hurt (General Ross) e
Tim Roth (O Abominável).
Q+: O Hulk de Ang LeeA verdade é que o Hulk de Ang Lee precisava mesmo de outro vilão. Aquela história de "papai te odeio" foi meio fraca e deveria ser apenas secundária no filme. Um vilão à altura do verdão ia dar o efeito "Hulk esmaga" que se espera para o novo filme. Isso acabou por desvalorizar o trabalho feito em computação e deixou muito aparente que o Hulk da tela era artificial, já que ficou exposto demais nos cenários reais. Outro erro foi contratar um diretor pela sua veia artística e não pela paixão pela nona arte, fórmula que já tinha dado certo com Sam Raimi (Homem Aranha) e Bryan Singer (X-Men I e II).
No entanto, Ang Lee foi o único diretor de adaptações que conseguiu fazer na telona um gibi em movimento. A edição do filme é espetacular e parece transformar os quadros (frames do rolo de projeção) em quadrinhos (da página impressa das HQ´s). Acompanhado da trilha sonora graciosa de Danny Elfman (Os Simpsons, Homem-Aranha), isso criou um resultado compensador em relação ao enredo lamentável. Talvez por isso o filme ainda tenha agradado a um grupo razoável de fãs do Verdão. Não foi unanimidade, mas acho que Letterrier exagerou ao dizer que Ang Lee fez um rascunho pra ele levantar uma franquia. Pretensão já está sobrando no senhor "Carga Explosiva"...
Mais sobre "O Incrível Hulk"
aqui.